Audiosphere

From October 14 to January 11, the Audiosphere exhibition, curated by Francisco López, will be at the Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, in Madrid. Audiosphere is a large-scale exhibition with no images or objects, underpinned solely by sound works and an exhibition design that facilitates experiential, profound and prolonged listening. We’re happy to participate with our piece 77(0).

xCoAx 2020

The fully remote xCoAx 2020, the eighth conference on Computation, Communication, Aesthetics, and X, is now available at 2020.xcoax.org. The book of proceedings was also published, edited by Mario Verdicchio, Miguel Carvalhais, Luísa Ribas & André Rangel, and designed by André Lourenço. ISBN 978-989-746-266-5. 478 pages.

Música, Razão e/ou Emoção

Horácio Tomé Marques’s PhD thesis, Música, Razão e/ou Emoção, which I had the pleasure of supervising, is now published at the repository of the University of Porto.

Este projeto toma música, razão e emoção como trinómio ponto-de-partida para o estudo, reflexão e construção crítica sobre o cérebro qua sistema dinâmico racional e sensorial, orquestrado e interativo, no contexto ecológico da manifestação artística. Usa o fenómeno elétrico do cérebro e o método da eletroencefalografia baseada em interface cérebro-computador enquanto sistema que, potencialmente, permite a descodificação, e uso instrumental, de experiências, estados e atos cerebrais como emoções e decisões razoadas.

Alinha por dois regimes: um, de suporte, ancorado nas neurociências, e outro, fundamental, ancorado na arte. É um projeto multidisciplinar e colaborativo. Toma música, razão e emoção — enquanto estímulo, atuação e reação — como pontos-de-partida para o estudo, reflexão e construção crítica sobre o cérebro enquanto sistema dinâmico racional e sensorial no contexto ecológico da manifestação artística. Mas a reflexão fundamental, alinhando pela arte, estende-se ao — e recaí sobre — o ser humano, problematizando-o enquanto organismo, progenitor de tecnologia, artilhado com uma série de mecanismos complexos, sobretudo um cérebro atuador, que lhe permite alterar os contextos onde habita, frui e atua.

Estabelece o palco, onde ocorre a criação e manifestação artística, como laboratório da possibilidade de materialização — em tempo real — de representações que possam denotar aqueles fenómenos, diretamente do cérebro. Isto é, sem usar o corpo como local de possíveis manifestações que os possam representar. Assenta numa visão holística, observando e incluindo o próprio contexto e a ecologia inerente. Simultaneamente, consubstancia-se como reflexão sobre algumas premissas e ações humanas relacionadas com aquilo que preconiza na sua demanda epistemológica. Alinha por dois regimes: um, de suporte, ancorado nas neurociências, outro, fundamental, ancorado na arte. Usa o todo como potencial criativo e provocador estético — emocional e intelectual.

Para o realizar fizemos primeiramente uma pesquisa prévia que nos informou sobre algumas iniciativas científicas e artísticas que procuraram estudar emoções e processos volitivos e denotá-los através de representações, mas onde detetámos lacunas de abordagem, técnicas e metodológicas. Seguidamente, desenhámos e realizámos experiências em laboratório, onde variáveis contextuais, contingentes, foram acauteladas, com o objetivo de analisar e validar a tecnologia EEG/BCI que escolhemos. Depois criámos, materializámos e manifestámos objetos e eventos artísticos, qua narrativas holísticas e estatísticas, que pudessem representar aquela(s) essência(s).

Discutimos e colocámos em perspetiva algumas características do cérebro — e o seu comportamento, e a relação deste com o contexto — que não estão completamente esclarecidas, nem empiricamente nem teoricamente, em nenhum domínio do conhecimento, e o potencial impacto que isso pode ter no desenho experimental. Fizemos também este exercício sobre representações científicas e artísticas e sobre a sua objetividade e subjetividade em várias situações e contextos de produção de conhecimento. Concluímos que, independentemente da complexidade e da potencial subjetividade de alguns dos nossos resultados, é possível criar representações que denotem processos racionais e experiências emocionais cerebrais e a simultaneidade da ecologia contextual e que, ao mesmo tempo, tenham potencial de provocação e questionamento, mesmo que não explícito.

Keywords: Cérebro, Estímulos, Razão/Emoção, EEG/BCI, Representações científicas e artísticas.

Nos Montes

Diana Combo’s beautiful new album as Síria, Boa-Língua, is out today. I not only mastered the album as also contributed with a remix, with Pedro Tudela, for its second track, “Nos Montes”. Boa-Língua is now available in streaming platforms and directly from Crónica as a limited release tape.